Pé à Lua

Tudo começou com o “Pé à Lua”…. foi esta a primeira postura que o Lucas, que já faz babyoga desde os 3 meses repetiu sozinho cá em casa num final de tarde, há uns meses atrás. Dou com ele sentado comigo no chão em frente à janela da sala, nos nossos fins de tarde habituais a ver os pássaros voar lá fora, a vê-o repetir a postura que andava a aprender nas aulas. Fiquei de boa aberta quando o vi com a mão mínima a agarrar o pézinho minúsculo e a esticar a perna pequenina para o ar… repeti com ele, claro, e estivemos em loop no “Pé à Lua” até ele querer brincar com outra coisa.

Há 2 meses atrás foi a “Borboleta”. Decidiu fazer sozinho quando íamos de viagem para passar o fim de semana no Alentejo. O pior foi ele ter feito isto logo no início da viagem, a mãe e o pai ficaram extasiados e foi “Borboletar” muitas vezes seguidas (acho que o pai já não nos podia ouvir a cantarolar :P) durante a viagem. Ensinou a “Borboleta” à professora de natação quando o sentámos à beira da piscina. Então passou a ser regra que antes dos mergulhos, ele e a professora têm de fazer e cantar(!) antes de entrarem na água. E ensina sempre que alguém se senta com ele de pernas cruzadas. É um clique que lhe dá de imediato 🙂

Depois seguiu-se a música do “Bom dia”, porque eu lhe dou os bons dias pela manhã e ele começou a perceber que eram as mesmas palavras da música, e os bons dias cá em casa passaram a ser ‘cantados’ em vez de ‘ditos’. A música do “Adeus”, quando viu estrelas desenhadas na televisão, o “Splish Splash” sempre que apanha a bola de Pilates pela sala…

Actualmente, fazemos verdadeiras aulas no final do dia e ao fim de semana, solicitadas por ele e guiadas por ele também! Ele é que pede os exercícios, começando a tentar fazer sozinho ou a cantarolar alguma das músicas, com pequenos gestos que identificam o exercício; ou se eu começo um exercício para o qual ele não está virado, arranja forma de me dizer que “na quêr”, e eu percorro o repertório até a cara de felicidade dele me revelar que acertei 🙂

É bom ver o impacto positivo que o babyoga tem na sua vida, a forma como ele absorve tudo o que se passa, embora muitas vezes prefira apenas ‘passear’ pela sala de aula a descobrir o mundo, ou colar-se tipo lapa ao meu colo sem fazer nada de nada na aula praticamente toda, quando não está inclinado para ali. É fantástico ter a percepção de como ele é feliz ao fazer os exercícios, aliás para ele não são mesmo exercícios, é de facto algo que faz parte da sua vida, como faz também brincar com a bola, correr pela casa, bater palmas e dançar.

Embora conheça todos os beneficios que a prática do babyoga tem nos bebés, vê-los reflectidos no meu filho é algo de muito especial. Mesmo.

Born Yogis

Descobri este livro, que pelas poucas imagens que vi, deve ser verdadeiramente delicioso! Deixo abaixo algumas imagens provenientes da Amazon, onde o andei a vasculhar e a ponderar a hipótese de o mandar vir… acho que não vou resistir a: Born Yogis de Susie Arnett e Doug Kim.

A frase copiada para a primeira página do livro também merece o meu destaque aqui:

No matter that i have not expressed it yet, it is in me. All knowledge is in me, all power, and all freedom.” – Swami Vivekananda

Estas imagens não poderiam representar melhor o que a frase diz em palavras. O yoga está dentro de nós, desde sempre, faz parte do nosso ser, basta a nós adultos redescobri-lo e expressá-lo… novamente.

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Babyoga na margem sul

Há 3 anos que me mudei de “armas e bagagens” para a margem sul.

Quando foi a altura de decidir onde construir um lar não hesitei em optar pelo cheiro a maresia, as sombras dos pinheiros nos piqueniques à tardinha, o pôr do sol sobre o mar, as caminhadas matinais com as ondas a baterem-me nos tornozelos e a areia molhada a escapar-se entre os dedos livres dos pés…

Há ainda no entanto alguns senãos em morar na margem sul, um dos principais para mim é o facto de ser obrigada a rumar à capital para ir fazer uma série de coisas porque simplesmente não existem na margem sul! O que se torna no mínimo desagradável pois se escolhi morar aqui é porque quero reduzir ao máximo a necessidade de ir a Lisboa fazer o que quer que seja. Adoro a cidade mas quero que cada vez mais sirva para passeio, para ir beber um copo à noite, para ir a um concerto, ver uma peça de teatro especial, visitar um museu, jantar naquele restaurante que adoro, ir a uma loja particular, enfim ir a la turista mesmo.

No ínicio do ano fui mãe. A 3 de Janeiro o Lucas veio conhecer o mundo fora da barriga da mãe. Depois das primeiras semanas de habituação à vida a 3 cá por casa e do Lucas também estar já mais ambientado ao mundo cá fora, comecei à procura de locais para frequentarmos aulas de Babyoga enquanto estava de licença de maternidade. Tinham-me falado do Babyoga no final da gravidez e estava ansiosa para que pudessemos experimentar.

Depois de uma breve pesquisa na internet fiquei logo a perceber que na margem sul era pouco provável que fosse ter sorte… ainda encontrei um sítio que dizem ter aulas de yoga para bebés e lá fui informar-me antes de inscrever-me nas aulas em Lisboa. Uma desilusão, claro. Tinham aulas, mas não tinham, havia uma aula daqui a 3 semanas prevista, depois disso era uma incógnita quando voltariam a ser marcadas aulas, bla, bla, bla. Pronto, desisti e marquei as aulas de Babyoga em Lisboa que passámos a ir primeiro todas as 2ª à tarde e depois de ter começado a trabalhar passámos a ir aos Sábados.

Eu e o Lucas ficamos apaixonados pelo Babyoga. Cada nova aula mais ele desfrutava dos exercícios, das músicas, do carinho que eu lhe transmitia, do contacto com os outros bebés. Fiquei tão apaixonada que tirei a formação para poder dar também aulas e trazer o Babyoga para a margem sul. Esta é agora a minha nova missão, partilhar a minha nova paixão com aqueles que moram na margem sul e querem ter o máximo de tempo disponível, tal como eu, para estar com os seus filhos, com a sua família.

Quem estiver interessado em experimentar uma aula, em ter esta nova actividade ou um workshop nos seus centros de pré-parto, ginásios, colégios, ou levar os seus convidados de uma festa de aniversário, casamento, ou outro evento a usufruir desta actividade de afectos e estímulos para o desenvolvimento psicomotor, afectivo e emocional dos bebés, contactem-me: babyogarmargemsul@gmail.com

Babyoga – o que é?

O Babyoga é uma prática realizada conjuntamente entre pais e filhos que resulta da junção da adaptação das posturas clássicas de yoga aos bebés à prática de movimentos desenvolvidos para estimular a integração sensorial do bebé.

Existem 3 níveis de aulas adaptadas a cada fase de desenvolvimento dos bebés:
. Babyoga1 – criado para bebés recém-nascidos (desde os 2 meses de idade) até à tentativa de gatinhar (máximo 9 meses);
. Babyoga2 – para bebés em fase de tentativa de gatinhar até à aquisição da marcha (máximo 2 anos);
. Babyoga3 – específico para crianças entre os 2 e os 4 anos.

Em cada nível, o seu filho irá beneficiar de diferentes estimulos que o ajudam no seu desenvolvimento físico, social e emocional sempre adaptados à fase de desenvolvimento em que se encontra.

Enquanto pai, durante as aulas de Babyoga, está a usufruir de momentos especiais de dedicação total ao sue filho e a reforçar um vínculo afectivo profundo entre ambos. Para além de ganhar novas ferramentas que permitem desfrutar depois, em casa, de momentos de verdadeira ternura, alegria que ajudam a estimular o desenvolvimento psicomotor do seu bebé, a acalmá-los reduzindo as inquietações e ansiedades, a melhorar a qualidade do sono, a melhorar a digestão, a aliviar as dores das cólicas tão comuns e desagradáveis nos primeiros meses de vida dos bebés.

O respeito pelo bebé está acima de tudo nesta prática por isso os ritmos de desenvolvimento, as necessidades e vontades dos bebés estão sempre em primeiro lugar nas aulas.

Em suma, a prática de babyoga traz os seguintes benefícios para os bebés:
. sono de maior qualidade -> ajuda-os a domir mais e melhor
. melhorar a digestão
. alivia as dores das cólicas
. reduz a inquietação/ irritação
. ajuda o desenvolvimento meuromuscular
. fortalece o sistema imunitário
. aumenta a consciência corporal e espacial
. aumenta a auto-estima e confiança
. aumenta a concentração

Para os pais os benefícios são:
. construção de um vínculo afectivo profundo
. aprender a acalmar o bebé
. ajuda a adquirir confiança
. aprender técnicas de meditação
. momentos especiais de dedicação total ao bebé

Venha experimentar uma aula gratuita com o seu bebé.